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Realidade já mudou em Belágua, mas ações continuam até autonomia das comunidades
Fechar os olhos para a realidade da fome seria fácil, mas os empregados da Caixa e entidades parceiras fizeram o contrário e já tiraram centenas de pessoas da insegurança alimentar

Quem assistiu à reportagem “A Estrada da Fome” produzida em 2015 pela TV Record, pode ter uma ideia da realidade que o Movimento Solidário está ajudando a mudar. E essa mudança está acontecendo de forma rápida! A meta agora é zerar a desnutrição nas nove comunidades mais carentes da cidade de Belágua (MA). Depois de se reunir com os moradores dos povoados, o projeto da Fenae e das Apcefs - realizado com a ajuda de milhares de empregados da Caixa de todo o país - definiu que a próxima etapa é criar 10 hortas comunitárias, para introduzir verduras, frutas e legumes na alimentação das 149 famílias atendidas. Em especial para reforço da nutrição de crianças, gestantes e idosos.


Segundo Obed Soares, agrônomo responsável pelo trabalho, a ideia é aproveitar os resíduos produzidos pelas criações de galinhas e peixes para adubar as hortas, que serão implantadas próximas aos tanques e galinheiros. “Queremos criar uma cadeia de produção de alimentos que seja permanente e complementar. Estamos transmitindo as técnicas, mas também respeitando as tradições de cultivo das comunidades”, afirma. Esse é o caso da vinagreira, muito cultivada na região e que pode se tornar uma fonte de renda das comunidades, já que a planta, famosa no Maranhão por ceder a sua folha para o arroz de cuxá, está em alta na lista de alimentos funcionais, com grande quantidade de antioxidantes.


“Só quem sabe o que é ver os filhos irem dormir chorando com fome por só terem água e farinha para comer, pode entender como estamos felizes porque agora eles comem o peixe com a farinha e dormem tranquilos. Isso graças aos empregados da Caixa, que tiveram piedade. Sei que a vida está difícil para todo mundo, mas só posso agradecer a Deus e à Fenae, pois é bom ver que tem gente que doa um pouco do seu dinheiro e tempo para melhorar o mundo de outras pessoas em situação muito pior”, agradece Severina dos Santos, de 33 anos.


Nas comunidades atendidas pelo Movimento Solidário, muitos viram de perto a fome. É o caso de Maria do Nascimento, 31 anos. “Quando a gente tinha comida a gente comia, se não, dormia igual passarinho. Eu trabalhei na roça, passei muita fome, perdi madrugadas subindo a serra para talvez voltar com água na cabaça. Por isso estamos agarrando essa oportunidade e vamos mostrar aos empregados da Caixa e à Fenae que vamos conseguir levar adiante”, diz.


O agrônomo Obed, que já está percorrendo as comunidades para fazer análise de solo e iniciar a capacitação das pessoas, acredita que em quatro meses será possível concluir a implantação, ou seja, em agosto as hortas já poderão estar consolidadas. “Mas para que essa meta seja concretizada a doação do pessoal da Caixa é fundamental. Ajudar é muito fácil. Basta acessar o site www.fenae.org.br/movimentosolidario e fazer parte dessa corrente do bem, doando em dinheiro ou pontos do Mundo Caixa. A recompensa? A certeza de ter contribuído para um mundo melhor”, ressalta o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira.


Essa gratificação é o que move um dos maiores doadores individuais do Movimento Solidário, Tom Araújo, empregado da Caixa em Curitiba (PR). “Eu venho de uma família modesta, então eu tenho consciência da importância de um trabalho social que ajude os menos favorecidos a superarem a miséria e a fome. Como não posso fazer isso pessoalmente, faço a doação e acompanho os resultados. Acredito que isso é tão pouco perto do que tenho. Por isso sempre incentivo os amigos a experimentarem a sensação de ver os resultados e poder dizer ‘eu participei dessa transformação’! Isso é muito bom”, enaltece.


Fonte: Fenae.

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