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Comunidades de Belágua recebem quatro poços artesianos, um tanque de peixe e telecentro, neste sábado (14)
Empregados da Caixa associados das Apcefs e dirigentes farão maratona de visitas aos locais onde vão ocorrer as inaugurações

Os quatro anos de atuação do Movimento Solidário da Fenae e Apcefs no município de Belágua (MA) serão comemorados com a inauguração de novos projetos em mais cinco comunidades da região, que contemplam ações que geram segurança alimentar e renda para famílias em situação de risco.

Neste sábado (14), serão inaugurados quatro poços artesianos nas comunidades Riachinho, Deserto II, Preazinho e Vertente, um tanque de peixe na comunidade Pau Alto, além de um Telecentro na sede do município. Esta última ação é uma parceria com a Prefeitura de Belágua, que cedeu o espaço e a conexão com o sinal via satélite por meio da antena GESAC para o funcionamento do telecentro.

A maratona de visitas dos presidentes das Apcefs (Bahia, Minas Gerais e Rio Grande do Sul e Maranhão), da Fenae, de funcionários da Wiz e do Instituto Fenae iniciará, às 8h, em Riachinho, e se encerrará após às 16h50 na sede de Belágua com a doação de 15 computadores. Não sem antes a caravana passar em Deserto II, comunidade quilombola de difícil acesso, onde há casos da chamada Barriga D´água, um sintoma, muitas vezes, provocado por verminose causada pela contaminação da água.

Em Pau Alto, a implantação do tanque de peixes servirá para alimentar mais de 50 pessoas. É a mais distante entre as cinco comunidades atendidas pelo projeto e, exatamente, por esta condição foi escolhida. O poço perfurado em Preazinho vai auxiliar no abastecimento de água do segundo tanque de peixe construído pela própria comunidade, já que o existente tem capacidade apenas para consumo dos moradores.

Os moradores de algumas dessas regiões sofrem com problemas decorrentes do consumo de água contaminada, o que acaba causando diversos problemas de saúde na população. Riachinho, por exemplo, não dispõe de rio ou riacho próximos às moradias. Alguns meses as populações conseguem água em função do período chuvoso, mas sofrem desabastecimento nos outros períodos de seca.

O programa Movimento Solidário atende aos pedidos dos moradores em perfuração do poço artesiano, para superar tais carências, das questões climáticas à contaminação da água. 'É importante destacarmos que a água é um recurso que ainda não tem um acesso equitativo, ou seja, nem todas as pessoas têm o acesso garantido. É um acesso desigual, onde muitas pessoas consomem uma água que não é potável, não é limpa. Ao atender com esta melhoria, poderemos passar para um próximo passo, incentivar à construção de projetos voltados à agricultura familiar e a geração de renda' esclarece Denise Viana, analista de Responsabilidade Social do Instituto Fenae.

Os moradores de Vertente também vão ganhar um poço artesiano, cuja função será ajudar na criação de peixes. Nesta fase, das quatro comunidades, serão atendidas 366 pessoas, correspondendo a um investimento de mais de R$ 100 mil. Nesta viagem, serão captados indicadores para mostrar a evolução do Movimento Solidário e o mapeamento das próximas comunidades a serem adotadas.

Já são 23 comunidades atendidas

Nos últimos quatro anos de atuação no município maranhense, foram implantados 39 projetos, são eles: 14 tanques de peixes, 10 hortas comunitárias, oito poços artesianos, dois de suinocultura, dois galpões de galinha caipira, uma casa de farinha e um apiário. Com a inclusão das atuais cinco comunidades, o Movimento Solidário passou a totalizar 23 localidades atendidas em Belágua, atingindo mais de 1700 pessoas que viviam em situação sócio econômica precária.

Conforme David Borges, coordenador do Instituto Fenae, após a introdução do projeto na região de Belágua os indicadores mostram os benefícios ocorridos. Como exemplo, ele informa que a mortalidade infantil nas comunidades caiu a 87%, enquanto a renda familiar subiu ao patamar de R$ 1.200 mensais.

'Estamos colhendo bons frutos porque a comunidade se encarrega de promover as mudanças e porque os agentes influentes promovem um trabalho conjunto bem articulado e com vontade de alterar a situação. O Governo do Estado do Maranhão, a Prefeitura de Belágua, as organizações sociais, incluindo entidades religiosa e as entidades privadas – como as que representamos, com o apoio do pessoal da Caixa, fazem esse ótimo desempenho', avalia David Borges.

O Movimento Solidário atuou na cidade de Caraúbas, no Piauí, de 2006 a 2015. As ações chegaram à Belágua no Maranhão em 2014, quando o município registrava um dos menores IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Brasil, realidade que tem se alterado significativamente após o resultado dos projetos.

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