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Comunidades de Belágua (MA) recebem ações de saúde
Até o dia 15 de abril, Movimento Solidário vai levar vacinas e palestras sobre saúde ao município maranhense. Nem mesmo o período chuvoso será obstáculo

Uma parceria entre o Movimento Solidário, agentes de saúde e a Prefeitura de Belágua (MA) irá levar ações de saúde a 13 comunidades do município maranhense. Além de fazer um levantamento das necessidades de vacinação das crianças e adultos, serão realizadas palestras sobre planejamento familiar, noções básicas de cuidados com o saneamento e higiene familiar, esclarecendo por exemplo sobre filtragem da água, escovação de dentes e manejo de animais domésticos para evitar contaminações, entre outros.


Levantamento preliminar aponta que metade das crianças não está com a vacinação em dia e que a hepatite B é uma doença recorrente na região. Há uma localidade onde a família inteira está com a doença, sendo que a mãe está em estado terminal no hospital. São problemas que afetam a qualidade de vida das pessoas e que ações simples de cuidados podem resolver, como prender os porcos que circulam livremente, filtrar e ferver a água. Nas palestras também serão abordadas técnicas de agricultura familiar e de subsistência e como agregar valor aos produtos produzidos.


Segundo a coordenadora do mutirão, Fátima Carvalho, que é consultora do Movimento Solidário em Belágua, o analfabetismo entre os indivíduos adultos é muito alto e, por isso, detectou-se a necessidade de reforçar com vídeos e dinâmicas de grupo que mostrem, por exemplo, os estragos que os vermes presentes na água podem fazer no corpo do ser humano. “Muitas mulheres tiveram filhos com 13, 14 anos e às vezes tem seis, sete filhos sem nunca ter feito pré-natal, mas muitas nem mesmo foram ensinadas a cuidarem da saúde e da higiene intima. É um trabalho de convencimento e conscientização o que estamos fazendo”, diz.


Fátima Carvalho espera que a equipe atinja todas as localidades mapeadas até o dia 15 de abril. A preocupação é com as condições das estradas nesse período chuvoso na região. “Mas se não pudermos ir nas comunidades mais distantes, iremos quando terminar o período de chuvas. Normalmente passamos o dia inteiro nas comunidades e precisamos ensinar claramente o que deve ser feito, com muita calma e paciência, para que os novos hábitos possam se iniciar”, explica.


Depois das visitas, a comunidade firma um termo de compromisso com o Movimento Solidário, estabelecendo um cronograma para sanar os problemas detectados, como cercar os animais criados soltos, cuidar melhor da qualidade da água, aumentar o consumo de produtos da horta, usando novas receitas ou formas de preparo. “Queremos ensinar, mas ao mesmo tempo investindo na conscientização, onde a responsabilidade maior da mudança é eles que têm que assumir”, ressalta a consulta.


Fonte: Fenae.

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