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Escolhidos os projetos, comunidades começam a trabalhar em Belágua
A expectativa é de que até junho sejam inauguradas as benfeitorias, que devem beneficiar 383 pessoas

A expectativa é de que até junho sejam inauguradas as benfeitorias, que devem beneficiar 383 pessoas

A mudança da realidade em Belágua mostra o que é possível quando pessoas, instituições e governos se unem na solidariedade. Depois de atender a 15 comunidades, o Movimento Solidário agora se ampliará, atendendo a mais cinco comunidades rurais do município. Por decisão das próprias comunidades, inicialmente serão instalados tanques de peixes em Cupira e Rio do Najá, instalações para a criação de porcos em Marajá e Pó e um poço artesiano em Riachinho.

Primeiro os empregados da Caixa doam para o projeto, que recebe ainda apoio da Wiz e da Integra. Depois as comunidades se organizam para decidir e trabalhar coletivamente, com o apoio do governo do estado e da prefeitura e outros parceiros. Sem o esforço individual e coletivo de cada um nada seria possível, entende a coordenadora dos projetos e analista da Fenae, Denise Viana. “Para se ter uma ideia, o poço artesiano que iremos furar sairá pela metade do preço de mercado, porque um parceiro decidiu fazer um preço especial e com o compromisso de só parar os trabalhos quando encontrar água em quantidade suficiente para atender à carência da comunidade”, afirma ela.

No caso da criação de suínos, além de proteína para as famílias, uma inovação: o movimento solidário está trabalhando com a parceria da Embrapa para a implantação de biodigestores que aproveitarão os rejeitos dos chiqueiros para a produção de energia e biogás.

A comunidade de Estiva dos Marocas foi substituída nesse primeiro momento pela comunidade Rio do Najá, que localizada próxima tinha um quadro de desnutrição ainda pior a ser atacado, mas será incluída no projeto no próximo semestre.

Desde 2015, quando começou a atuar em Belágua, o Movimento Solidário já mudou a realidade de 15 comunidades rurais no município. Em três anos, quase 1200 pessoas – a grande maioria, crianças – foram beneficiadas com ações de saúde e instalação de projetos de geração de alimento e renda. Atualmente essas comunidades estão alcançando a autonomia, gerenciando seus projetos e colhendo os frutos do trabalho coletivo que muda vidas. Por isso, a equipe técnica do Movimento Solidário já está trabalhando para incluir mais cinco comunidades neste ano.

Segundo explicou a analista da Fenae e coordenadora do projeto, Denise Viana, todo o trabalho de implantação de projetos de piscicultura, aviários de galinhas e codornas, hortas comunitárias busca capacitar tecnicamente as pessoas envolvidas para que depois elas possam gerenciar coletivamente os projetos. Neste primeiro momento serão atendidas 81 famílias e 383 pessoas.

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