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Fenae 50 anos: programa de desenvolvimento sustentável do Instituto Fenae Transforma impacta a vida de beneficiados
Como ações realizadas pelo Programa Movimento Solidário intervém na realidade de populações com baixa renda

A Fenae vai fazer 50 anos no dia 29 de maio e o Programa Movimento Solidário, que compõe o eixo de desenvolvimento sustentável do Instituto Fenae Transforma, completará 16 anos. Ele é o resultado da confiança e empenho da Fenae e das Associações do Pessoal da Caixa (Apcefs) na luta pela transformação de comunidades com baixa renda.

O Movimento Solidário se concentra em desenvolver soluções sustentáveis para garantir a inclusão produtiva e a segurança alimentar das famílias das comunidades beneficiadas. O programa realiza seus projetos a partir de doações feitas pelos empregados Caixa, por meio de eventos realizados pela Fenae e pelas Apcefs, através de campanhas na plataforma de relacionamento Mundo Caixa e por atividades permanentes do calendário anual da Federação e das 27 Associações.

As ações do Movimento Solidário mobilizam líderes comunitários, agentes públicos nos locais de implantação e esforços das empresas parceiras, exibindo uma relevante contribuição da sociedade em geral. Aplicados a partir dos parâmetros contidos nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, o programa tem mostrado ganhos de diversas naturezas que elevam, sobretudo, o exercício da cidadania das pessoas beneficiadas.

O início de tudo foi em Caraúbas do Piauí em 2005, com o objetivo de atuar para aumentar o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) na cidade, onde permaneceu em atuação por 10 anos. Pelo impacto social gerado nos índices de educação e de geração de renda, por exemplo, até hoje a marca e o significado Movimento Solidário reverberam no município.

Desde 2015, as ações do Movimento Solidário geram renda em Belágua, no Maranhão. Atualmente, as ações na cidade maranhense são gerenciadas pelo Instituto Fenae Transforma. Os projetos beneficiaram a 1928 pessoas nos cinco últimos anos.

São 734 crianças; 125 idosos, de 385 famílias envolvidas em 42 projetos. Elas se mantêm, produzem e geram renda a partir de 15 tanques de peixe; 10 hortas comunitárias; nove poços artesianos; dois projetos de suinocultura; um projeto de abelhas sem ferrão; uma casa de farinha; um galpão de galinha caipira; um galpão de galinha caipira; um telecentro e saneamento básico.

O somatório desse resultado resume-se em diversas expectativas e anseios atendidos, principalmente naquelas regiões que pouco ofereciam de trabalho ou de possibilidade de geração de renda. Para muitas famílias, os projetos impactaram não somente em termos econômicos, mas como estímulo à união e na cooperação entre as pessoas.

Produtos mais perto de casa

Quem conta os resultados alcançados a partir do projeto de melipolinicultura – criação de abelhas sem ferrão – é a beneficiária Ana Lídia Silva Carvalho, moradora da comunidade Preazinho, uma das 30 regiões de Belágua onde os projetos foram colocados em prática:

“Depois que a Fenae veio com o projeto, trabalhar com o mel deu melhor condição de vida aqui em casa. Aprendi a tirar o mel, a coar e a envazar as garrafas. Para quem não tinha de onde tirar renda, ver esse trabalho dando certo, até vender o mel, é bom demais”. Ana Lídia e o marido, Nilson C. Barros, atuam no projeto coletivo desde a implantação.

A produção do mel a partir da criação das espécies de abelhas nativas Tiúba e Uruçu deu origem ao primeiro produto da marca Flor Mirim, criada para promover o beneficiamento da produção. Além de ser uma possibilidade de aumento na renda das famílias de Belágua, o projeto, que fortalece o protagonismo das mulheres da comunidade – que é gerido por elas –, também auxilia na conservação do ecossistema da região. Os anseios de Claudiane Silva, mãe de três crianças, também foram correspondidos a partir de dois projetos do Movimento Solidário, segundo ela conta. Mãe solteira, atendida pelo benefício do Bolsa Família, Claudiane ganhou mais confiança de que teria como alimentar os filhos com peixe, verduras e hortaliças tirados da própria comunidade onde vive. A localidade onde Claudiane vive, Preazinho, é uma das 30 beneficiadas com os 15 tanques de criação de peixe lançados em açudes de comunidades da região de Belágua.

“Ter comida em casa era mais difícil. Pescar no rio demorava muito mais tempo. A gente só pegava um ou dois peixes, mas com a criação de tambaqui no açude a pescaria ficou boa, vem mais peixe”, diz a dona de casa. Claudiane também aprendeu a cultivar hortaliças e verduras a partir da implantação de um dos projetos das 10 hortas comunitárias, perto de sua casa.

Ela conta que as chuvas que caíram na região maranhense no início de 2021 prejudicaram um pouco os trabalhos da horta comunitária, mas já em março os moradores voltaram a reerguê-la. “A chuva derrubou um pouco, mas vamos levantar tudo de novo”, diz a beneficiária, ao indicar saber das intercorrências que podem, um mês ou outro, atrapalhar parte da safra, mas nunca de todo o cultivo.

Hoje esses moradores cultivam cebola, tomate, salsinha, cheiro verde, mandioca entre outros. Além de terem ganhado conhecimento e autonomia com o suporte dos projetos do Movimento Solidário, aprenderam bem cedo a lidar com as adversidades que encontram.

Em 2020, 27 comunidades de Belágua precisaram contar com apoio e a solidariedade para enfrentarem os efeitos da covid-19. A força do associativismo dos empregados da Caixa por meio das Apcefs, Instituto Fenae e parceiras, agiu e foram distribuídas 430 cestas básicas de materiais de higiene pessoal. A parceria de agentes de saúde foi fundamental na entrega dos mantimentos e na transmissão de informação em saúde e conscientização a respeito da doença.

Crescimento com muito orgulho

A ideia do Movimento Solidário de impulsionar a autonomia das pessoas, para que prossigam evoluindo e empreendendo, vingou na cidade de estreia do programa. Mesmo com o encerramento do projeto, o resultado do trabalho permanece em Caraúbas (PI), a partir do projeto lançado em 2005 com diversas parcerias.

o ajudar a elevar a taxa de alfabetização de jovens de 15 a 24 anos de 15% (2005) a 85 % (2012), hoje esses caraubenses têm muito do que se orgulhar. Cerca de 14 anos após o Movimento Solidário, como informa o secretário municipal de educação Adrião Portela, um dos incentivadores do projeto caraubense, as sementes se frutificam e até hoje geram renda para as famílias e para a cidade.

Portela cita o projeto da horta comunitária, que ainda conta com o trabalho de famílias, e o da doação do tanque de resfriamento de leite (2007). Este se tornou dois empreendimentos tocados por uma associação de produtores de leite, gerando autonomia e renda.

O secretário lembra que a ambulância doada pelos empregados Caixa no ano de 2008 ainda é utilizada no povoado Rosário, assim como os pontos de leitura estariam abertos na Escola Adrião Portela – nome em homenagem ao avô – se não fossem as restrições e o isolamento social da pandemia.

Solidariedade que faz a diferença

O Lar de Crianças Nossa Senhora das Graças, em Petrópolis (RJ), também foi atendido pelo Movimento Solidário, de 2002 a 2019, com dez projetos para uma série de melhorias, auxílio em para a manutenção e doações pontuais para as crianças. Mais de 30 mil empregados Caixa doaram para o Lar, beneficiando a 357 crianças no período.

As ações do Movimento Solidário são discutidas pela Fenae e seu Conselho Deliberativo Nacional - formado pelas 27 Apcefs. Atualmente as ações de Belágua (MA) são gerenciadas pelo Instituto Fenae, a partir dos parâmetros dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especificamente sobre sete deles, como: Erradicação da pobreza; Fome zero e agricultura sustentável; Saúde e bem-estar; Educação de qualidade; Igualdade de gênero; Água potável e saneamento; Redução das desigualdades; Parcerias e meios de implementação.

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